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Nostalgia - As motos na minha época. Parte I

         Em meados dos anos 80 e 90 comecei a despertar o interesse por motos, e claro obter o máximo possível de conhecimento sobre elas, pois tê-las era um sonho meio distante, não havia os meios de comunicação hi-tech de hoje e eu me contentava com minha assinatura de frequência semanal da revista "Duas Rodas" e o bom e velho papo entre amigos em Timon-MA, na lista abaixo consta motos que pilotei, admirei, desejei, detestei ou que simplesmente marcaram presença em minha memoria, apenas um relato nostálgico. Nessa primeira parte motos até 180 cilindradas.



imagem publica da internet
CG 125 1984 (imagem publica da internet)

         A primeira moto que tive contato realmente foi a CG 125 1984, uma azul, um modelo de 4 machas, todas para baixo e partida a pedal, e foi nesse modelo que dei os primeiros passo na arte de pilotar, igual a da foto, ela possuía essa garupa em metal cromado que se fosse minha eu tiraria, mas não nego o quanto é útil, o motor era 4 tempos, o painel só tinha o velocímetro e 3 luzes piloto que indicavam a posição neutro no cambio, luz alta e o acionamento dos piscas de direção, o banco podia ser retirado através de uma trava e dava acesso a compartimento da caixa de ferramentas.




imagens publicas da internet
RX125 1982 (imagem publica da internet)
Essa pequena notável é a RX 125 1982, nessa moto eu realmente aprendi a pilotar, um amigo me emprestava sempre, motor 2 tempos, 5 marchas 1 para baixo e o restante para cima como as de hoje, alem do combustível nós aplicávamos o óleo 2 tempos diretamente no tanque pois o reservatório do 2T não funcionava mais, e quando não tinhamos colocávamos óleo queimado conseguido gratuitamente em oficina de carros, o motor da RX também equipou a TT 125 que ganhou o apelido de "Toda Torta" na cidade.



imagem publica da internet
TT 125 (imagem publica da internet)

       Havia muito preconceito com motos 2 tempos, e falar que essas motos tinham desempenho superior as similares Honda 4 tempos da época era motivo de discussão, nunca fui com a cara da TT mas não por conta do motor 2 tempos e sim pelo design que mais parecia uma gambiarra na tentativa de ser uma moto Trail, o cano de descarga em forma de cano de espingarda acabava de matar a TT, porem quem as tinha diziam que gostavam.








MZ 250 RS (imagem publica da internet)

Vi poucos desses modelos, essa ai é a MZ, conhecida só por MZ mesmo, numa rápida pesquisa na internet cheguei a conclusão que ela tinha 250 cc e a designação completa era MZ 250 RS, o que me chamou a atenção era o formato do cabeçote que se assemelhava a um enorme cubo com aletas, bem diferente do que víamos nas predominantes Hondas e insistentes Yamahas da época,   a dificuldade de conseguir peças na cidade em que morava deu a MZ uma fama de quebradeira, raro encontrar uma dessas motos sem vazamentos no cabeçote.







DT 180  (imagem publica da internet)

Mesmo com o preconceito aos fumacentos motores 2 tempos, a DT 180 foi um ícone, alguns proprietários alongavam a suspensão e transformavam essa moto em um monstro que encarava qualquer obstaculo, apesar da pernas curtas pilotei essa moto e sempre me parecia bem nervosa, um detalhe interessante nas motos pretas  era a parte branca na carenagem frontal e acabamentos laterais destinados a colar um numero de competição, nas vermelhas esse detalhe era preto e em alguma brancas o detalhe era vermelho ou amarelo.





RD 135 (imagem publica da internet)

Nessa época também existia as habilitações categoria A1 até 125cc e A2 acima de 125cc, e a RD 135 por motivos óbvios era a preferida para os exames de pilotagem para adquirir com orgulho uma A2, essa motocicleta era extremamente rápida e nervosa para a categoria, também enfrentava o preconceito do 2T, mas trazia alguns itens considerados avançados com a trava de guidão na infinição, painel quase completo, ela tinha conta-giros e a indicação de setas de direção eram separadas e independentes.



RD 135 Z 
   A galera não curtia a rabeta em forma de rabo de foguete e alguns preferiam tira-la para deixa-la mais parecidas com as tradicionais CG 125 e ML. a RD 135 Z era a irmã mais avançada e trazia um painel completíssimo que acrescentava o marcador de combustível ao painel, conta-giros e hodômetros total e parcial completavam os instrumentos, eliminava o rabo de foguete e apresentava a integração das tampas laterais a rabeta, a mini carenagem frontal com defletor de ar em acrílico transparente, o freio dianteiro a disco e a partida elétrica a colocavam a frente do seu tempo.




CBX 150 AERO naked (imagem publica da internet)
   Nenhuma moto até 150 cc da época me encheu tanto os olhos quanto a CBX 150 Aero que também tinha uma versão carenada que chamava muito a atenção pela semelhança com a CBR 450, a integração dos piscas traseiros a rabeta em uma linha arrendondada integrada aos acabamentos laterais largos que escondiam a conexão dos amortecedores traseiros com o quadro, painel completo , freio a disco dianteiro, .cores e grafitagem diferenciados, as rodas de liga leve exclusivas, o banco em formato ergonômico só presente em motos de media e alta cilindrada e a partida elétrica, tornaram essa moto o sonho de muitos jovens menos abastados, a versão carenada só não era melhor por que o painel não era fixo, detalhe que alguns proprietários corrigiram na base da adaptação, mas nem tudo eram flores, os motores pequenos que utilizavam  corrente de comando não eram bem quistos pois na motos de baixa cilindrada o seu ajuste não era automático, ou quando eram, esses sistemas não eram eficientes.





     As correntes de comando em motos de baixa cilindradas também assombravam os donos da Honda ML e Turuna, porem havia muito dessas motos e por algum motivo, sempre bem conservadas, lembro bem de um detalhe, os donos mais zelosos sempre tinha uma flanela colocada estrategicamente entre o banco e o tanque para evitar que atrito eliminasse a pintura naquela aérea e estivesse sempre a mão para um capricho na motoca. Esses modelos traziam o conta-giros e marcador de combustível e quase sempre eram guiadas por pessoas de mais idade.
O barulhinho da corrente de comando era observado sempre que uma chegava perto.









      E para fechar esse primeiro post sobre as motos da minha época, a motocicleta mais famosa da época, quando se ouvia o barulho de uma , todos saiam da frente esperando o deslocamento violento do ar, olhávamos em todos as direções, em busca de algo veloz e nos deparávamos com a saudosa "Cinquentinha" tentando subir uma lombada.
RD 50 (imagem publica da internet)
Texto de Patrício Chaves

Comentários

  1. Gostaria de saber mais sobre a cbx 150 carenada, porque um senhor acabou de reprovar minha moto, porque ela é carenada

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    Respostas
    1. Reprovou ela na vistoria do detran aqui em Goiânia, ele falou que adulteração visual.

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    2. a CBX não era carenada de fabrica, empresas recriavam a carenagem seguindo o estilo da CBR 450 aero e ficava perfeita, embora o Detram equadra como alteração das caracteristicas originais e não aprova a vistoria mesmo.

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  2. Eu tenho uma Carenada.
    Muito rara de achar.

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